Luís Castro: a estratégia para final da Youth League e a azia de Semedo

O treinador dos sub-19 e sub-23 do Benfica explicou a razão de ter optado por Henrique Araújo em detrimento de Luís Semedo na final da Youth League. Luís Castro confirmou que já tinha previsto chamar o avançado madeirense se ficasse privado de um dos três jogadores sub-20 inicialmente convocados. Foi o que aconteceu com o guarda-redes Samuel Soares, expulso na meia-final, com a Juventus. E também revelou a estratégia da final e a forma como contrariou o poderio físico dos austríacos.
“O Semedo não digeriu bem isso. É normal que não se fique feliz quando se fica de fora numa final. Também não quero que fiquem felizes quando ficam de fora, devem ficar tristres, desde que trabalhem nos treinos. Esse foi um aspeto em que evoluiu”, sublinhou Luís Castro, à BTV, frisando: “Antigamente, quando havia uma decisão de que não gostava, não trabalhava no limite. Esta semana surpreendeu-me.”

Castro continuou. “Não posso pensar que coloquei uma pedra no coração ao lançar o Henrique e tirar o Semedo,. O Henrique jogou com o Midtjylland e ganhámos. Também tinha de colocar uma pedra no coração quando o Semedo jogou com o Sporting. É natural que os jogadores pensem em si. O Henrique não gostou de ficar de fora com o Sporting, mas esteve na bancada a apoiar o Semedo e os outros Semedos. O Semedo não gostou de ficar de fora, mas apoiou e festejou no final. Já tinha decidido que, se algum dos jogadores de 2002 não pudessem jogar a final, seria chamado o Henrique Araújo.” Como explicou, o avançado até teve uma “função muito importante, como quarto médio, fechando o número seis”.

Enquanto treinador, Castro explicou que o jogo que lhe deu “mais prazer” foi diante da Juventus, decidido no desempate por penáltis. “Enquanto jogámos 11 contra 11, revelámos uma capacidade ofensiva enorme. Marcámos dois golos e criámos outras oportunidades. Como dez, fomos perfeitos defensivamente”, recordou o técnico nascido em Moreira de Cónegos.

Depois, veio o decisivo jogo com o Salzburgo, que o Benfica ganhou por 6-0. Isto frente a um adversário que havia goleado o At. Madrid, nas meias-finais.”Não é qualquer equipa que ganha 5-0 ao At. Madrid, que esteve num grupo com uma equipa portuguesa [FC Porto], que não passou.”

Castro conta como foi preprado o encontro com os austríacos. “Juntamo-nos os seis elementos da equipa técnica e estivemos dois dias a ver jogos [do Salzburgo]. Optámos por ver jogos em separado e os analistas tiveram mais trabalho a cortar e colar imagens. A estratégia foi diferente das dos jogos com a Juventus e o Sporting.”

Depois, explicou: “Sabíamos que o Salzburgo era muito forte fisicamente, que pressionava muito forte. Também tínhamos consciência dos problemas que podíamos ter na fase de construção. O objetivo era atrair os jogadores para o nosso meio-campo e ir buscar a nossa linha mais à frente. Por outro lado, tínhamos três médios e eles quatro, que fazem muitos quilómetros por jogo e são muito fortes fisicamente. O nosso objetivo era rodar a bola rapidamente, antes de chegarem ao confronto físico.”

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Luís Castro: a estratégia para final da Youth League e a azia de Semedo

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