Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.

Mais atualizações


16h53 – Pelo menos 5 mortos no ataque à torre da TV em Kiev


Dois mísseis atingiram esta tarde a torre da televisão estatal ucraniana, cortando o sinal de emissão. O ataque, o mais recentes da tarde, fez cinco mortos confirmados.

16h45 – Plataforma lusa Help for Ukraine agrega ajudas de todo o mundo



Help for Ukraine é o nome dado a uma iniciativa portuguesa para agregar numa só plataforma os esforços de ajuda à Ucrânia e aos ucranianos. A iniciativa já está a unir esforços do mundo inteiro incluindo do Canadá, dos Estados unidos e do Reino Unido.

Hugo Sousa é o rosto principal do projeto que congrega já dezenas de iniciativas independentes e complementares.

“Temos mais de 5.000 pedidos de ajuda e mais de 5.000 pessoas que querem ajudar”, revelou.

Parte da ajuda já está a chegar aos destinatários, acrescentou.


16h40 – Marcelo elogia iniciativa portuguesa de ajuda aos ucranianos




16h30 – Avanço russo sobre Kiev parece ter parado [EUA]


Um responsável norte-americano ligado à área de Defesa afirmou à Reuters sob anonimato que o avanço das tropas russas sobre a capital da Ucrânia parece ter estacionado.


A fonte afirmou que algumas unidades parecem estar a reavaliar a situação e amelhor forma de ab«vançar e parecem estar a debater-se com dificuldades logísticas, incluindo falta de alimentos.

“Uma das razões que pode explicar que o avanço a norte de Kiev se deteve será que os próprios russos estão a reagrupar e a avaliar e a tentar ajustar-se aos desafios que têm enfrentado”, referiu.
16h25 – AIE pronta a acionar reservas se necessário

Os membros da Agência Internacional de Energia estão prontos a acionar as suas reservas petrolíferas em caso de necessidade, afirmou o ministro japonês Koichi Hagiuda aos repórteres.

Os ministros dos países que integram o grupo, baseado em Paris, concordaram em libertar 60 milhões de barris de crude para evitar a subida dos preços, em alta desde o início da invasão russa na Ucrânia.

A contribuição de cada país será definida nos próximos dias.

16h15 – Tribunal Europeu dos Direitos Humanos apela a proteção das áreas civis

O TEDH deixou esta terça feira um apelo à Rússia para se “abster de todo ataque militar contra civis e bens de caracter civil” na Ucrânia.

Trata-se de “locais de residência, de veículo de emergência” e especialmente de “escolas e de hospitais” em “território atacado ou cercado pela tropas russas” sublinhou em comunicado o Tribunal, depois da Ucrânia ter feito segunda-feira uma queixa urgente de crimes de guerra e contra a humanidade durante a ofensiva russa.


16h00 – Emirados e Rússia de acordo para preservar estabilidade do mercado de energia


O príncipe herdeiro de Abu Dabi e líder factual dos Emirados Árabes Unidos, o sheik Mohammed bem Zayed, falou ao telefone com o Presidente russo Vladimir Putin.


Ambos concordaram em “preservar” tanto quanto possível a “estabilidade” do mercado energético mundial” ameaçadas pela invasão russa da Ucrânia e uma vaga de sanções ocidentais contra Moscovo, que provocaram uma subida do preço do crude.

Os Emirados, tal como os seus vizinhos do Golfo, têm mostrado alguma reticência em condenar a invasão russa e abstiveram-se no voto de condenação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.


15h50 – Stoltenberg acusa Putin de ter destruído a paz na Europa

O secretário-geral da NATO acusou hoje o presidente russo de ter destruído a paz na Europa.

Stoltenberg voltou a condenar a invasão russa e acusou a Bielorrusia de conivência no ataque à Ucrânia.

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15h45 – Bolsa de NY em queda

A bolsa de Nova Iorque iniciou hoje a sessão em queda, com o índice Dow Jones a recuar 0,77%, com o mercado dependente dos desenvolvimentos geopolíticos na Ucrânia e das sanções contra a Rússia.

Às 14:55 (hora de Lisboa), o Dow Jones perdia 0,77% para 33.632,84 pontos e o índice Nasdaq, dominado pelo setor tecnológico, recuava 0,36% para 13.702,33 pontos.

O índice alargado S&P 500 registava uma quebra de 0,10% para 4.369,38 pontos.

Os investidores assistem à escalada militar perto da capital ucraniana, Kiev, no sexto dia de hostilidades, e aguardam as consequências das sanções económicas severas imposta pelos Estados Unidos, União Europeia e os seus parceiros a Moscovo.


15h40 – Eurodeputados portugueses reagem a condenação da Rússia

Durante a sessão do Parlamento Europeu sobre a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, os eurodeputados portugueses consideraram que a resolução de apoio à Ucrânia e condenação da mesma era inevitável.

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15h30 – Torre de TV atingida em Kiev

As forças russas atacaram a torre de televisão na capital ucraniana o que poderá afetar o sinal da emissão, afirmou o conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, Anton Herashenko nas redes sociais.

Estão a realizar-se esforços para repor o sinal.

15h20 – Tropas britânicas não vão combater russos na Ucrânia

A garantia foi dada pelo primeiro-ministro Boris Johnson, que sublinhou que os recentes reforços militares se enquadram firmemmente no seio das operações NATO.

“Estas são meras medidas defensivas, que têm sido a essência da NATO em mais de 70 anos”, afirmou Johnson durante uma visita à Estónia, onde novos contingentes britânicos foram estacionados.

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15h15 – Nato tem de reforçar defesa nos países bálticos

A recomendação
veio da primeira-minnistra da Estónia, Kaja Kallas, após uma reunião
com o primeiro-ministro Boris Johnson e o secretário-geral da NATO, Jens
Stoltenberg.

“Isto inclui, em terra, estabelecer uma força
permanente e aumentada. No ar, estabelecer uma postura defensiva
credível. E o reforço do plano de defesa da NATO é cada vez mais
urgente”, afirmou Kallas.

14h51 – ONU estima que 12 milhões de pessoas vão precisar de ajuda


A Organização das Nações Unidas estima que 12 milhões de pessoas precisarão de ajuda na Ucrânia, num comunicado, citado pela agência France-Presse.


Além destes 12 milhões de pessoas, a ONU apontou ainda que mais de quatro milhões de refugiados em fuga dos combates também necessitarão de apoio.


Em menos de uma semana, desde o início da invasão, mais de 660 mil pessoas fugiram da Ucrânia e refugiaram-se em países vizinhos, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).


14h38 – Troca de prisioneiros em Sumy


Na região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, houve uma troca de um oficial russo capturado por cinco combatentes das forças de defesa da Ucrânia, adiantou o governador Dmytro Zhyvytskyy nas redes sociais.


14h06 – Ucrânia pede ajuda à Alemanha para impor zona de exclusão aérea

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, adiantou esta terça-feora que pediu ao chanceler alemão, Olaf Scholz, para ajudar a fechar os céus sobre a Ucrânia de forma a deter o bombardeamento de civis pela Rússia.

“Tive uma conversa por telefone com o chanceler Scholz. Falei sobre o bombardeamento russo de bairros residenciais em cidades ucranianas durante as negociações de paz. Enfatizei a necessidade de criar uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia”, disse Zelenskiy.


13h59 – Segunda ronda de negociações acontece na quarta-feira


A agência russa TASS avança que a segunda ronda de conversações entre russos e ucranianos acontece na quarta-feira, 2 de março.


13h51 – Enviados da RTP saíram de Kiev por falta de condições de segurança

Os enviados especiais da RTP saíram da capital ucraniana e encontram-se agora em Kalinivka, perto de Vinnytsia, à medida que a situação se deteriora. Se a saída de Kiev é neste momento facilitada pelas autoridades, quem tenta entrar na cidade é revistado de forma meticulosa por receio de incursão russa.

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13h27 – Exército russo vai atingir infraestruturas estratégicas e pede saída de moradores


Moscovo indica que civis que vivam perto de infraestruturas dos serviços de inteligência em Kiev devem sair das suas casas.


“Vão realizar-se ataques com armas de alta precisão contra as infraestruturas tecnológicas do SBU (serviço de segurança) e o principal centro da Unidade de Operações Psicológicas em Kiev. Pedimos à população que vive nas proximidades para que deixe as suas casas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.


13h17 – Ameaças nucleares. Até onde pode ir Vladimir Putin?


12h42 – O reencontro de uma família em fuga

Junto à fronteira entre a Polónia e a Ucrânia, em Hrebenne, o enviado especial da Antena 1, Luís Peixoto, acompanhou o momento do reencontro de uma família que fugiu desta guerra.

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12h27 – UE vai analisar seriamente o pedido “legítimo” de adesão

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, disse esta terça-feira que as instituições e membros da União Europeia terão de analisar seriamente o pedido de adesão da Ucrânia à UE e responder ao pedido “legítimo” de Kiev.

Admitiu, no entanto, que não há unidade entre todos os estados-membros. “Vai ser difícil, sabemos que há opiniões diferentes na Europa”, afirmou perante o Parlamento Europeu.

“O Conselho terá que analisar seriamente o pedido simbólico, político e legítimo que foi feito e tomar a decisão adequada de maneira determinada e lúcida”, disse ainda Charles Michel.


11h55 – “Provem que estão connosco”. Zelensky intervém na sessão extraordinária do Parlamento Europeu


O presidente ucraniano falou esta terça-feira, por videoconferência, na sessão plenária extraordinária do Parlamento Europeu dedicada à situação na Ucrânia. 

Zelensky exortou a União Europeia a provar que está do lado da Ucrânia na guerra com a Rússia, isto um dia depois de assinar um pedido oficial de adesão ao bloco europeu.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou esta terça-feira por videochamada na sessão do Parlamento Europeu onde foi aplaudido de pé pelos eurodeputados.

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Depois de ter assinado, na segunda-feira, um pedido formal de adesão à União Europeia, Zelensky diz que agora é a UE que deve provar que está do lado da Ucrânia. “Estamos a lutar pelo nosso território e pela nossa liberdade. Estamos a lutar para nos tornarmos parte da União Europeia. A Ucrânia, entrando na UE, ficará mais forte. Sem vocês a Ucrânia ficará sozinha”, disse o presidente ucraniano.


“Agora, são vocês que têm de provar que estão connosco. Provem que são realmente europeus e a vida vencerá a morte, a luz vencerá as trevas. Glória à Ucrânia”, exortou Zelensky.


O presidente ucraniano disse ainda que o seu país está a pagar “um preço muito elevado” pela liberdade. “Estou feliz por este sentimento de união. Estou feliz porque estamos todos unidos e nós termos conseguido unir todas as pessoas da União Europeia. Mas eu não queria que fosse por este preço. Isto é uma tragédia para mim e para todos os ucranianos e para o nosso Estado. É um preço muito caro a pagar”, disse o presidente da Ucrânia.


“Nós estamos a lutar agora pelos nossos direitos, pela liberdade. Queremos ser unidos como vocês”, disse Zelensky. “Estamos a entregar as nossas melhores pessoas, os mais fortes”, afirmou. “Temos um desejo de ver nossos filhos vivos, acho justo. Estamos a lutar pela sobrevivência. Estamos a lutar para sermos membros iguais da Europa”, afirmou.


“Esta manhã foi péssima e trágica. Dois ataques de misseis cruzeiros atingiram Kharkiv. Dezenas de pessoas morreram”, afirmou Zelensky, acrescentando que “este é o preço da liberdade”.

11h41 – Kiev diz que Bielorrússia já se juntou à Rússia na guerra contra a Ucrânia


O Parlamento ucraniano adiantou na rede social Twitter, que “tropas bielorrussas entraram na região de Chernigov”, no norte na Ucrânia. Kiev avança que esta informação foi confirmada pelo porta-voz das Forças de Defesa do Território do Norte, Vitaliy Kyrylov.

A informação surge depois de a Bielorrússia ter anunciado que estava a mobilizar mais tropas para a sua fronteira com a Ucrânia, apesar de o presidente Alexander Lukashenko, aliado de Vladimir Putin, ter garantido há poucas horas que a tropas bielorrussas não se iriam juntar às forças russas na invasão à Ucrânia.


11h35 – Governo português anuncia novas medidas de apoio a refugiados ucranianos

Francisca Van Dunem, minstra da Administração Interna, explicou em conferência de imprensa como irá funcionar o procedimento simplificado para acolhimento de refugiados vindos da Ucrânia.


Entre outros aspetos, os refugiados não terão de comprovar a situação de perigo tendo em conta a situação atual no território. Estende-se a cidadãos ucranianos mas também a familiares que residam na Ucrânia com outras nacionalidades.

As novas medidas, em vigor durante pelo menos um ano, prevêem também o acolhimento de refugiados que cheguem a Portugal sem documentos.

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Por sua vez, a ministra do Trabalho e Segurança Social, destacou a importância de uma completa integração no acessso a vários direitos e serviços, e também com possibilidade de trabalharem em Portugal.


Nesse sentido, estão já a ser identificadas oportunidades de emprego e o IEFP já tem uma task-force dedicada a identificar possibilidades de trabalho para cidadãos ucranianos que estejam interessados.


Mariana Vieira da Silva, minstra da Presidência, salientou a importância de acesso imediato por parte dos refugiados a números de Segurança Social, NIF e número no Serviço Nacional de Saúde.


Ao nível de alojamento, já há lugar disponível para acolher pelo menos 603 pessoas e está a ser feito também um levantamento em relação às escolas e creches para crianças refugiadas.


11h08 – Bombardeamentos russos em Kharkiv são “crimes de guerra”, aponta o Presidente ucraniano


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta terça-feira que os bombardeamentos russos em Kharkiv constituem um “crime de guerra”. Enfatizou que a defesa da capital Kiev é nesta altura a “prioridade”.


“O ataque contra Kharkiv é um crime de guerra. É terrorismo de estado. Os russos estão a avançar na capital, como em Kharkiv. Por isso, a defesa da capital é hoje a principal prioridade”, afirmou Zelensky num vídeo publicado na rede social Telegram.

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, pediu esta manhã mais sanções internacionais contra a Rússia após um ataque que classifica como “bárbaro” contra a cidade de Kharkiv.


11h04 – Pelo menos dez mortos nos ataques com mísseis em Kharkiv, adianta responsável ucraniano


Pelo menos dez pessoas morreram e 35 ficaram feridas nesta terça-feira nos ataques russos das últimas horas ao centro de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia.


A informação foi avançada por um assessor do Ministério do Interior, Anton Herashchenko, que refere ainda que há buscas a decorrer junto dos escombros, pelo que o número de vítimas e feridos poderá aumentar.


10h51 – Boicote generalizado contra o MNE russo durante intervenção


As delegações de vários países boicotaram a intervenção de Sergei Lavrov na terça-feira. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros está a discursar por videoconferência esta terça-feira na Conferência sobre Desarmamento.


No momento em que o discurso começou a ser transmitido, vários diplomatas deixaram a sala em protesto contra a intervenção em curso na Ucrânia.


10h33 – Cresce o isolamento internacional. Efeito das sanções começa a sentir-se em Moscovo

Na capital russa, há grandes filas junto das caixas automáticas para levantamento de dinheiro. Evgueni Mouravitch, correspondente da RTP em Moscovo, conta que a situação económica é cada vez mais complicada.

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A Rússia é um estado cada vez mais isolado. Nas ruas, o país começa a ser comparado à Coreia do Norte, conta o correspondente na Rússia.

Nas últimas horas, dois oligarcas russos expressaram-se de forma bastante cautelosa contra a intervenção na Ucrânia.


10h25 – Mais de 660 mil pessoas já fugiram da Ucrânia, diz a ONU


Mais de 660 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças, fugiram da Ucrânia para países vizinhos nos últimos seis dias desde a invasão russa. A informação é avançada esta terça-feira pela agência de refugiados da ONU.


De acordo com Shabia Mantoo, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), há relatos de pessoas à espera até 60 horas para conseguir entrar na Polónia. Na fronteira romena, as filas chegam aos 20 quilómetros.


10h13 – Extensa coluna de veículos militares russos a caminho de Kiev


Na última madrugada, imagens de satélite mostravam uma coluna de veículos militares russos com cerca de 60 quilómetros de extensão em direção a Kiev.


As imagens são da empresa norte-americana Maxar Technologies que adianta ainda que também foram vistos destacamentos adicionais de forças terrestres e unidades de helicópteros de ataque no sul da Bielorrússia, a menos de 32 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.


10h00 – Rússia continuará ofensiva na Ucrânia “até que todos os objetivos” sejam alcançados

A Rússia reitera que vai continuar a sua ofensiva na Ucrânia até que os seus objetivos sejam alcançados, anunciou o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, na terça-feira.

O ministro acusa de novo o exército ucraniano de usar civis como “escudos humanos”.


“As forças da Federação Russa vão continuar a operação militar especial até que as metas estabelecidas sejam alcançadas”, afirmou Sergei Shoigu. 


9h30 – Presidente ucraniano dirige-se ao Parlamento Europeu esta terça-feira


Volodymyr Zelensky vai falar ao Parlamento Europeu na manhã desta terça-feira através de videoconferência. A declaração está marcada para as 12h30 locais (11h30 em Portugal Continental).


9h26 – TotalEnergies sanciona a Rússia


A gigante energética francesa TotalEnergies anunciou na terça-feira que “não vai mais levar mais capital para novos projetos na Rússia”. No entanto, a empresa não suspende os projetos em que está atualmente envolvida, adianta a agência France Presse.


9h24 – Londres sanciona o Sberbank


O Governo britânico colocou o maior banco russo, o gigante estatal Sberbank, na lista das entidades sujeitas a sanções económicas. 


9h13 – Mariupol sem eletricidade após ofensiva russa


A cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, ficou sem eletricidade na terça-feira após nova ofensiva russa, adiantou Pavlo Kirilenko, governador da região de Donetsk.


No Facebook, o responsável adianta que as cidades de Mariupol e Volnovakha continuam sob controlo das forças ucranianas, apesar da “pressão do inimigo”.


Acrescenta que a cidade de Volnovakha, com cerca de 20.000 habitantes, está em grande parte “destruída”.


9h07 – YouTube anuncia o bloqueio dos canais RT e Sputnik em toda a Europa


Os canais de Youtube das duas televisões russas foram bloqueados em toda a Europa na sequência da guerra em curso na Ucrânia. A informação é avançada pela agência France-Presse.


8h51 – Ucrânia acusa Rússia de bombardear cidades para matar civis e causar pânico

Um assessor do presidente Volodymyr Zelenskiy acusa Moscovo de estar a bombardear deliberadamente várias cidades, incluindo áreas residenciais e infraestrutura civis, com o objetivo de espalhar o pânico entre os ucranianos.

“O véu caiu. A Rússia está ativamente a bombardear centros urbanos, a lançar mísseis diretos e ataques de artilharia em zonas residenciais e administrativas”, afirma Mykhailo Podolyak.

“O objetivo da Rússia é claro – causar pânico em massa, baixas civis e danificar infraestrutura”,acrescenta.


8h41 – Maersk suspende todo o transporte de contentores de e para a Rússia


O grupo de transporte marítimo Maersk vai interromper temporariamente todo o transporte de contentores de e para a Rússia, adiantou a empresa em comunicado esta terça-feira.


8h37 – Lukashenko garante que Bielorrússia não se vai juntar à Rússia na ofensiva contra a Ucrânia


O presidente bielorrusso disse esta terça-feira que Minsk não tem planos para se juntar à operação militar da Rússia na Ucrânia.


Citado pela agência Belta, Alexander Lukashenko negou ainda as alegações de que as tropas russas estariam a atacar a Ucrânia via território bielorrússo.


8h22 – Ucrânia pede mais sanções à Rússia após ataques em Kharkiv


O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, pediu esta terça-feira mais sanções internacionais contra a Rússia após um ataque “bárbaro” contra a cidade de Kharkiv.


“Ataques bárbaros com mísseis russos na praça central da Liberdade e nos bairros residenciais de Kharkiv. Putin é incapaz de derrubar a Ucrânia. Está a cometer mais crimes de guerra por fúria e a assassinar civis inocentes”, refere numa mensagem no Twitter acompanhada por um vídeo.


 


8h08 – Taiwan envia ajuda humanitária


Taiwan enviou ajuda humanitária para a Ucrânia, incluindo 27 toneladas de “medicamentos e equipamentos e material médicos”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da ilha.


A ajuda humanitária, recolhida de forma conjunta pelo parlamento e pelos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde, partiu na segunda-feira à noite do aeroporto de Taoyuan, no noroeste de Taiwan.


7h58 – Mísseis russos atingiram zonas residenciais em Kharkiv, diz autarca


O chefe da região de Kharkiv, Oleg Synegubov, adiantou esta terça-feira que vários ataques com mísseis russos atingiram o centro da segunda maior cidade da Ucrânia, incluindo áreas residenciais e o prédio da administração municipal.


Synegubov adiantou ainda que a Rússia lançou mísseis GRAD e de cruzeiro.


Na segunda-feira, pelo menos 11 pessoas morreram nesta cidade após ataques russos.


7h55 – Mais de 70 soldados ucranianos morreram em Okhtyrka


Mais de 70 soldados ucranianos foram mortos depois de a artilharia russa ter atingido uma base militar em Okhtyrka, cidade entre Kharkiv e Kiev, informou o chefe da região.

Na rede social telegram, Dmytro Zhyvytskyy publicou fotografias de um edifício de quatro andares onde uma equipa de resgate procurava sobreviventes nos escombros.

Mais tarde, na rede social Facebook, adiantou que muitos soldados russos e alguns residentes locais também foram mortos durante os combates, sem fornecer números.

7h52 – Austrália envia mais de 40 milhões de euros em equipamento militar


A Austrália anunciou que vai fornecer à Ucrânia 50 milhões de dólares (44,6 milhões de euros) em mísseis, munições e outro material militar para ajudar no combate contra a Rússia.


“Estamos a falar de mísseis, estamos a falar de munições, estamos a falar de apoio na defesa da sua pátria e vamos fazer isso em parceria com a NATO. (…) Não vou entrar nos pormenores sobre isso porque não tenciono dar ao Governo russo um aviso sobre o que irá na sua direção, mas posso assegurar-lhes que vai na sua direção”, declarou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison. 


7h48 – Disney, Warner Bros., Netflix e redes sociais boicotam a Rússia

A Disney anunciou esta segunda-feira que não vai lançar novos filmes na Rússia devido à invasão da Ucrânia. “Dada a invasão não provocada da Ucrânia e a trágica crise humanitária faremos uma pausa no lançamento dos nossos filmes na Rússia”, informou, em comunicado.

Imediatamente após o anúncio da Disney, a Warner Bros. disse que vai cancelar a estreia russa de “The Batman”, marcada para sexta-feira.

Já a Netflix confirmou na segunda-feira que não vai cumprir a nova lei audiovisual da Rússia, que exigia à plataforma incluir cerca de 20 canais públicos para operar no país.


Antes disso, a empresa tecnológica Meta confirmou que irá restringir o acesso nas redes sociais – que incluem Facebook, Instagram e WhatsApp – ao canal RT e à agência Sputnik, meios de comunicação social controlados pelo Governo russo, a pedido da União Europeia.


O Twitter, outra rede social norte-americana, também anunciou na segunda-feira que irá acrescentar um aviso às ligações de partilha de mensagens e notícias dos meios de comunicação social controlados pelo Kremlin e também tentar reduzir a circulação na plataforma.  


7h46 –  Zelensky diz ter recebido “alguns sinais” nas negociações com Rússia


“A Rússia expressou as suas exigências e nós as nossas exigências para acabar com a guerra. Recebemos alguns sinais. Quando a delegação retornar a Kiev, analisaremos o que ouvimos e depois decidiremos como passar para a segunda ronda”, afirmou Volodymyr Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano sublinhou que, apesar do apelo de Kiev para um cessar-fogo imediato, as hostilidades na Ucrânia não cessaram, enquanto os negociadores se encontravam na fronteira ucraniana-bielorrussa.

“Acho que a Rússia quer pressionar com esse método pouco astuto, mas não vale a pena perder tempo, essa tática não funciona connosco”, avisou.

As delegações ucraniana e russa terminaram na segunda-feira as primeiras conversações, realizadas na Bielorrússia, e admitiram um novo encontro “em breve”.

“As partes estabeleceram uma série de prioridades e questões que requerem determinadas decisões” antes de uma segunda ronda de conversações, disse um dos negociadores ucranianos Mikhail Podoliak, citado pela agência de notícias France-Presse.

Do lado russo, Vladimir Medinsky disse que o novo encontro terá lugar “em breve” na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia.

As duas partes chegaram a acordo para este encontro na Bielorrússia por mediação do Presidente deste país vizinho e aliado de Moscovo, Alexander Lukashenko.


Ponto da situação

– Primeira operação de repatriamento de portugueses aterrou em Lisboa
O primeiro voo da operação de repatriamento de portugueses, luso-ucranianos e familiares aterrou no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Segundo o ministro português dos Negócios Estrangeiros, devido ao encerramento do espaço aéreo na Ucrânia, “a primeira parte da viagem teve de ser feita por terra”.

“Os dois grupos [de portugueses] atravessaram a fronteira da Ucrânia com a Moldova e depois dirigiram-se à Roménia, onde convergiram. A partir da Roménia, de Bucareste, foi possível organizar uma ligação aérea, e é esse voo que agora termina”, adiantou Augusto Santos Silva aos jornalistas.

“Neste voo vêm 38 pessoas”, sendo que “alguns precisarão de apoio”, alertou Santos Silva. Ainda estão 40 pessoas a tentar regressar a Portugal. Os dois estudantes portugueses que estavam há três dias a tentar entrar na Polónia já conseguiram “passar a parte ucraniana da fronteira”.

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– Presidente da Ucrânia acusa a Rússia de crimes de guerra

O presidente da Ucrânia acusa a Rússia de cometer crimes de guerra e de ter bombardeado cidades ucranianas, enquanto decorreu a primeira ronda de negociações de paz, esta segunda-feira.

Em declarações que fez durante a noite, Volodymir Zelensky disse não ter dúvidas de que se tratou de uma forma de pressão, por parte de Moscovo.

– Pelo menos 11 mortos em bombardeamentos em Kharkiv, diz o governador da cidade

Pelo menos onze pessoas morreram em bombardeamentos russos a áreas residenciais de Kharkiv esta segunda-feira. O governador regional Oleg Sinegoubov refere, no entanto, que o número de vítimas deverá ser bastante superior.

– Nova ronda de negociações acontecerá “em breve”

“As partes estabeleceram uma série de prioridades e questões que requerem determinadas decisões” antes de uma segunda ronda de conversações, disse Mikhailo Podoliak, um dos negociadores ucranianos, citado pela agência AFP. O seu homólogo russo, Vladimir Medinsky, disse que o novo encontro terá lugar “em breve” na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia.


– Putin diz que neutralidade ucraniana e o reconhecimento da Crimeia são fundamentais para qualquer acordo


Em conversa com o presidente francês, Emmanuel Macron, o presidente russo disse que um acordo com a Ucrânia só seria possível se Kiev fosse neutra, “desnazificada” e “desmilitarizada” e se o controlo russo sobre a Crimeia anexada fosse formalmente reconhecido. “A Rússia está aberta ao diálogo com representantes da Ucrânia e espera que as (conversas) levem aos resultados desejados”, afirmou Putin a Macron.

– Presidente da Ucrânia assina pedido formal de adesão à União Europeia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou hoje o pedido formal de adesão do país à União Europeia. O Parlamento da Ucrânia fala num “momento histórico”. Ursula Von der Leyen defende a entrada da Ucrânia na União Europeia. Em entrevista à Euronews, a presidente da Comissão Europeia diz que, depois de anos de cooperação, é altura de a Ucrânia fazer parte da UE.



– TPI investiga alegados crimes de guerra e contra a humanidade da Rússia


O Tribunal Penal Internacional vai abrir uma investigação sobre alegados crimes de guerra por parte da Rússia em território ucraniano. O período a ser investigado remonta à ocupação russa da Crimeia em 2014.

O presidente ucraniano confirmou ter dado início a um processo, no Tribunal Penal Internacional, em Haia, rejeitando a justificação de Moscovo para invadir a Ucrânia, há cinco dias, de forma a prevenir um genocídio na região de Donbass.

Com este processo, a Ucrânia pede ao TPI que ordene à Rússia o fim imediato das operações militares na Ucrânia.

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– Estrangeiros que quiserem lutar pela Ucrânia não precisam de visto

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinou um decreto temporário que dispensa de visto todos os estrangeiros que estejam dispostos a juntar-se a Legião de Defesa Internacional da Ucrânia e a lutar contra as forças russas.

O Ministro da Defesa ucraniano apelou diretamente aos soldados russos que lutam na Ucrânia para deporem as armas, garantindo-lhes amnistia total e compensação monetária.

Por razões de segurança, os Estados Unidos expulsaram 12 diplomatas russos em território norte-americano. Têm de sair dos Estados Unidos até à próxima segunda-feira.

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A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

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Ofensiva russa na Ucrânia. A evolução da guerra ao minuto

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